A Meta comprou a Manus por cerca de US$ 2 bilhões, marcando um momento-chave na corrida global pela liderança em inteligência artificial.
Entenda os impactos dessa aquisição estratégica e como ela reposiciona a Meta no cenário de IA avançada.

O essencial em 4 pontos: direto ao ponto para quem está com pouco tempo
A aquisição da Manus pela Meta, anunciada no final de 2025, pegou o mercado de surpresa e mostrou que a empresa está disposta a dar passos ousados para se posicionar entre as líderes de IA. Estima-se que o valor da transação tenha ficado em torno de US$ 2 bilhões. Até agora, a Meta vinha ficando para trás, com soluções de IA menos robustas do que as da OpenAI ou do Google.
Na prática, isso significa que a geração de texto, imagens e outros recursos de IA da Meta ainda estavam em um nível bem abaixo do que os concorrentes ofereciam. Mesmo as integrações no Instagram e Facebook eram tímidas.
A Manus é uma startup de inteligência artificial fundada na China, mas que ganhou notoriedade global pela proposta ousada: criar agentes autônomos que não apenas respondem, mas executam tarefas completas. Diferente dos assistentes tradicionais, os agentes da Manus são capazes de colaborar ativamente com o usuário, realizando ações complexas com mínima supervisão humana.
O dado mais interessante? O Brasil liderava o tráfego global da Manus, com mais de 33% de participação, à frente dos Estados Unidos e Japão. Isso reforça que, além de estar na vanguarda da tecnologia, a Manus já dialogava com mercados estratégicos, inclusive o nosso.
Mesmo em fase beta até o fim de 2025, a Manus já mostrava sinais concretos de tração. Foram 13,9 milhões de visitas ao site manus.im em apenas um mês, com tempo médio de navegação próximo de cinco minutos por sessão, um índice alto para o padrão de plataformas de IA que estão no início. Mais do que curiosidade, isso demonstra engajamento real com a tecnologia.
O perfil dos usuários também é revelador: a maioria estava na faixa dos 25 a 34 anos, com forte presença também entre os 35 e 44 anos. Um público jovem-adulto, profissional, que busca ferramentas para produtividade, automação e ganho de eficiência.
A adoção da Manus também chamou atenção pelo tipo de canal: grande parte do tráfego vinha de buscas diretas e orgânicas, ou seja, o interesse era espontâneo. Nas redes sociais, YouTube e WhatsApp estavam entre os principais pontos de descoberta, o que se conecta diretamente com os canais de distribuição da própria Meta.
E tudo isso com a plataforma ainda em acesso restrito, por lista de espera, e com planos pagos previstos entre US$ 39 e US$ 200 por mês. A Meta não comprou uma aposta no escuro. Comprou uma empresa que já tinha audiência, engajamento e um produto claramente diferenciado.

Especialista em Marketing Digital e IA
"A Meta chegou atrasada, mas comprou um atalho inteligente."
Na minha visão, isso mostra que a Meta tem os recursos e a base de usuários para dar um salto rápido, assim como o Google fez quando entrou mais tarde no jogo de IA e ainda conseguiu se destacar. Em outras palavras, a Meta pode ter chegado depois, mas tem em mãos um atalho que pode mudar o jogo.
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